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quarta-feira, 30 de março de 2011

Escritos Políticos de Dooyeweerd em Revisão

Clique no link abaixo para acessar a matéria:

http://hermandooyeweerd.blogspot.com/2011/03/escritos-politicos-de-dooyeweerd-em.html

1º SEMINÁRIO DE NEOCALVINISMO DA AKET: a visão neocalvinista de sociedade

Os últimos anos revelaram graves problemas estruturais na compreensão evangélica da missão e da espiritualidade cristã. Ao mesmo tempo, pouco tem sido feito para ampliar e aprofundar a presença evangélica no campo do pensamento teórico, colocando em sério risco o futuro do próprio movimento evangélico.

Profundamente conscientes dessa realidade, a AKET – Associação Kuyper para Estudos Transdisciplinares - tem assumido o seu lugar, ao lado de outras iniciativas, no sentido de promover a inteligência crítica sobre a fé e a presença cultural evangélica em nosso país, a partir do referencial filosófico-teológico e também missiológico de Abraham Kuyper, o fundador da tradição neocalvinista.

Para divulgar e aprofundar essa proposta em nosso país, a AKET promove agora o 1º SEMINÁRIO DE NEOCALVINISMO, que se realizará de 13 a 15 de Maio, em Belo Horizonte-MG, nas instalações do L'Abri Brasil. O tema básico do seminário será: a Visão Neocalvinista de Sociedade. Você pode participar como apresentador de comunicação ou como ouvinte. Os interessados devem ter um conhecimento mínimo sobre o Kuyperianismo e/ou o trabalho de H. Dooyeweerd, sendo o evento destinado, preferencialmente, para pessoas que já estão aplicando esses conhecimentos de forma acadêmica ou prática.

APRESENTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES

Haverá a oportunidade para a apresentação de comunicações científicas, que não precisam ser sobre o tema central do evento, mas devem interagir criativamente com o pensamento neocalvinista e com as idéias do filósofo holandês Herman Dooyeweerd.

Os interessados devem preparar um paper (de três páginas) sobre o tema da comunicação e enviar para o email secretaria.aket@gmail.com até, no máximo, dia 30 abril de 2011. A comunicação oral terá 20 minutos de duração, acrescidos de 10 minutos para perguntas.

INSCRIÇÕES

Todos os interessados deverão fazer a inscrição através do preenchimento da ficha anexo e pagamento do valor da inscrição através de depósito bancário na conta da AKET.

Valor: R$ 140,00

A Ficha pode ser solicitada pelo email: secretaria.aket@gmail.com

INFORMAÇÕES

(31) 9225-1923 - Vanessa

(31) 2535-8962 - Guilherme

secretaria.aket@gmail.com

terça-feira, 29 de março de 2011

Como seria o mundo sem o Calvinismo?


Por Abraham Kuyper

Para provar isto, perguntem-se o que a Europa e a América teriam se tornado, se no século 16 a estrela do Calvinismo não tivesse subitamente nascido no horizonte da Europa Ocidental. Neste caso, a Espanha teria esmagado a Holanda. Na Inglaterra e Escócia, os Stuarts teriam executado seus planos fatais. Na Suíça, o espírito de indiferença teria prosperado. Os primórdios da vida neste novo mundo teriam sido de um caráter completamente diferente. E como seqüência inevitável, a balança do poder na Europa teria retornado a sua primeira posição. O Protestantismo não teria sido capaz de manter-se na política. Nenhuma resistência adicional poderia ter sido oferecida ao poder romanista conservador dos Hapsburgos, dos Bourbons e dos Stuarts; e o livre desenvolvimento das nações, como visto na Europa e América, simplesmente teria sido impedido. Todo o continente americano teria permanecido sujeito à Espanha. A história de ambos os continentes teria se tornado uma história muito triste, e sempre permanece uma questão se o espírito do Ínterim de Leipzig[1] não teria sido bem-sucedido, por via de um protestantismo romanizado, ao reduzir o norte da Europa novamente ao controle da velha hierarquia.

O Heroísmo do Espírito Calvinista

A devoção entusiástica dos melhores historiadores da segunda metade deste século à luta da Holanda contra a Espanha, um dos mais belos objetos de investigação, somente explica-se pela convicção de que se o poder da Espanha naquele tempo não tivesse sido quebrado pelo heroísmo do espírito calvinista, a história da Holanda, da Europa e do mundo teria sido tão penosamente triste e negra quanto agora; graças ao Calvinismo, ela é brilhante e inspiradora. O professor Fruin corretamente observa que: “Na Suíça, na França, na Holanda, na Escócia e na Inglaterra, e onde quer que o Protestantismo teve de estabelecer-se na ponta da espada, foi o Calvinismo que prosperou”.

O Cântico da Liberdade vira realidade, com o Calvinismo

Traga à memória que esta mudança na História do mundo não poderia ter sido realizada exceto pelo implante de outro princípio no coração humano, e pela descoberta de outro mundo de pensamento para a mente humana; que somente pelo Calvinismo o salmo de liberdade encontrou seu caminho da consciência perturbada para os lábios; que ele tem conquistado e garantido para nós nossos direitos civis constitucionais; e que, simultaneamente a isto, saiu da Europa Ocidental aquele poderoso movimento que promoveu o reavivamento da ciência e da arte, abriu novas avenidas para o comércio e negócios, embelezou a vida doméstica e social, exaltou a classe média a posições de honra, produziu filantropia em abundância, e mais do que tudo isto, elevou, purificou e enobreceu a vida moral pela seriedade puritana; e então julguem por si mesmos se expulsarão ainda mais este Deus dado pelo Calvinismo aos arquivos da História, e se é apenas um sonho imaginar que ele ainda tenha uma bênção para trazer e uma esperança brilhante para desvendar para o futuro.

O Calvinismo inspira a Vitória

A luta dos Boers[2] na Transvaal[3] contra um dos mais fortes poderes deve freqüentemente lembrar vocês de seu próprio passado. Naquilo que foi alcançado na Majuba,[4] e recentemente por ocasião do confronto de Jameson, o heroísmo do velho Calvinismo foi de novo brilhantemente evidenciado. Se o Calvinismo não tivesse sido passado de nossos pais para seus descendentes africanos, nenhuma república livre teria surgido no sul do Continente Negro. Isto prova que o Calvinismo não está morto – que ele ainda carrega em seus germes a energia vital dos dias de sua primeira glória. Sim, assim como um grão de trigo do sarcófago dos Faraós, quando novamente confiados a guarda do solo, traz fruto a cem vezes mais, assim o Calvinismo ainda carrega em si um poder maravilhoso para o futuro das nações. E se nós, cristãos de ambos os continentes, ainda em nossa santa luta, ainda estamos esperando realizar ações heróicas marchando sob a bandeira da cruz contra o espírito dos tempos, somente o Calvinismo nos equipa com um princípio inflexível, pela força deste princípio, garantindo-nos uma vitória segura, embora longe de ser uma vitória fácil.

Notas:

[1] Este Ínterim (provisório) foi feito em 1548 por Melanchton e outros sob o comando de Maurício da Saxônia. As cerimônias R. C. foram declaradas adiaphofron, e a “Sola” de Lutero foi evitada. Foi uma modificação muito mediadora do Ínterim de Augsburgo, imposto no mesmo ano. Ínterim significa “Acordo provisório”, neste caso entre os Católicos romanos e os Protestantes alemães.

[2] A maneira correta de grafar é boere, plural de boer, fazendeiro, modo pejorativo de os ingleses se referirem aos descendentes dos holandeses na África do Sul.

[3] Kuyper faz referência à Guerra dos Boers, na África do Sul (1880-1902), na qual os descendentes de holandeses lutaram contra o Império Britânico para garantir a independência daquele país. Kuyper apela à semelhança daquele levante com a Guerra de Independência dos Estados Unidos (1776).

[4] Majuba: Essa cidade foi palco de derrota dos ingleses, em fevereiro de 1881, o que garantiu o auto-governo ao Transvaal (então república, mais tarde uma das províncias da África do Sul).

Fonte: Calvinismo, Abraham Kuyper, Ed. Cultura Cristã, págs.48-50 Via: Blog dos Eleitos